Cuidado e Prevenção

Setembro Amarelo: mês de acolhimento e informação!

Setembro Amarelo: mês de acolhimento e informação

O Setembro Amarelo tem como objetivo principal falar sobre prevenção e conscientização a respeito do suicídio. Mas não apenas isso! 

Durante todo este mês, empresas e instituições públicas e privadas inserem em suas pautas outros assuntos ligados a esse tema, como saúde mental, bem-estar, qualidade de vida e suporte emocional a quem precisa.

É um momento em que paramos para refletir se estamos dando a devida atenção a esse aspecto fundamental, tanto para a vida pessoal quanto profissional de todos; direta ou indiretamente.

Com este artigo, nossa intenção é te mostrar a importância desse tema e por que você também deveria se envolver.

O que é o Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo é uma campanha mundial de prevenção ao suicídio, que surgiu a partir da história do jovem americano Mike Emme, que tirou a própria vida em 1994, quando tinha 17 anos.

Mike tinha uma grande aptidão para mecânica e, um de seus feitos foi restaurar um carro Mustang 68, o qual pintou de amarelo. Na época, sua família e amigos não perceberam que ele tinha problemas psicológicos. 

Depois disso, iniciou-se um forte movimento, no qual foram distribuídos cartões amarelos com a mensagem “se você precisar, peça ajuda”, estimulando as pessoas a procurarem suporte emocional.

O movimento cresceu e, em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu que 10 de setembro seria o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, e a cor do Mustang do jovem Mike foi a escolhida para representar a campanha. 

E como iniciou no Brasil?

No Brasil, o movimento do Setembro Amarelo teve início em 2015, promovido pelas organizações Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), com o objetivo de promover ações que se relacionassem com a campanha da OMS.Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, houve 12.895 suicídios no Brasil em 2020. Em 2012, foram registrados 6.905 casos, o que mostra que há uma tendência de aumento.

Esse crescimento expressivo nos índices demonstra a necessidade de se debater o tema e quebrar os tabus que o envolvem.

Segundo informações divulgadas no site oficial do Setembro Amarelo no Brasil, mais de 96% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. E a depressão aparece como a principal causa.

Sintomas da depressão

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil aparece em segundo lugar na lista de países das Américas com mais casos de depressão, com 5,8% da população.

Pacientes com depressão começam a se isolar e apresentar falta de energia para fazer coisas simples, como levantar da cama ou tomar banho, por exemplo.

Alguns dos outros sintomas são:

  • Mudanças frequentes de humor.
  • Incapacidade de sentir alegria ou prazer.
  • Alterações no peso e no apetite.
  • Insônia ou excesso de sono.
  • Dores no corpo sem causa aparente.
  • Pessimismo e baixa autoestima.
  • Medo e sentimento de desamparo.
  • Dificuldade para se concentrar.
  • Desinteresse e apatia.

No entanto, é essencial saber diferenciar um quadro depressivo de momentos de tristeza, os quais todos nós, em algum momento na vida passamos.

A diferença desse tipo de sentimento para um quadro depressivo é que, em pouco tempo, já somos capazes de superar e seguir em frente. 

Em um quadro depressivo, o sentimento de tristeza é mais profundo e persistente. E caso não seja tratado, pode se manter por meses ou anos.

O que fazer para ajudar alguém nessa condição? E o que evitar? Clique neste artigo para descobrir como ajudar uma pessoa com depressão!

A importância da ajuda médica no combate à depressão

O principal objetivo do Setembro Amarelo é conscientizar as pessoas da grande influência das doenças mentais nos casos de suicídio e, por isso, precisam ser levadas a sério. 

Nesse sentido, buscar avaliação profissional para o diagnóstico precoce dos casos de depressão e transtornos mentais é fundamental para se prevenir o agravamento e, consequentemente, evitar um desfecho mais grave.

Para isso, é fundamental entender que a depressão é uma doença e, como tal, precisa ser diagnosticada e tratada, inclusive com medicamentos em alguns casos.

Por desconhecimento ou dificuldade de acesso, alguns pacientes convivem com a enfermidade durante longos períodos de suas vidas, o que traz um enorme sofrimento para si mesmo e para todos à sua volta.

Por isso, caso você (ou alguém próximo) esteja apresentando alguns dos sintomas citados neste artigo, é fundamental procurar ajuda profissional o quanto antes; inicialmente com psicólogo, se for o caso, com psiquiatra.

É possível encontrar suporte pelo sistema de saúde privado ou mesmo de forma gratuita, por meio dos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).

Ou, ainda, caso perceba alguém em risco de autoextermínio, ofereça o contato de um dos postos de atendimento do Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo número 188.


Promover a assistência à saúde aos seus beneficiários, por meio de uma gestão sustentável, ética, inovadora e transparente é a missão da Geap Autogestão em Saúde!

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