Cuidado e Prevenção

Tipos de alergias de pele: causas e diagnóstico

Coceira persistente, vermelhidão, caroços, descamação. Estes são só alguns dos sintomas mais comuns nos diversos tipos de alergias de pele que existem.

E por serem comuns a vários problemas de pele, nem sempre é fácil reconhecer quando se trata de um processo alérgico, muito menos diagnosticar corretamente e tratar de forma satisfatória.

As alergias são uma reação inflamatória decorrente de determinado estímulo e que pode surgir em qualquer parte do corpo. Além disso, os sinais e a intensidade dos sintomas podem ser diferentes em cada pessoa, o que dificulta a percepção do problema.

Por isso, conhecer alguns dos principais tipos de alergias de pele pode ajudar na identificação e na busca por uma solução mais rápida.

Acompanhe as dicas!

O que pode causar alergia na pele?

Não existe uma única causa para todos os tipos de alergias de pele, podendo surgir pelo contato – único ou repetido – com diferentes fatores alergênicos.

No entanto, alguns agentes são mais conhecidos como potenciais causadores desse tipo de reação, sendo importante ter atenção, como:

  • Ácaros;
  • Fungos;
  • Pelos de animais;
  • Produtos cosméticos;
  • Alimentos;
  • Pólen;
  • Picadas de insetos;
  • Látex;
  • Níquel (metal comum em joias);
  • Medicamentos.

No entanto, as alergias de pele também surgem por outros motivos, como é o caso da urticária que pode se manifestar devido a infecções virais ou bacterianas, ou mesmo a angioedema, que possivelmente tem origem genética (veremos cada um a seguir).

Atualmente, também vêm sendo estudada a relação entre doenças respiratórias – como rinite e asma – e as alergias de pele, havendo a possibilidade de que essas condições possam estimular o surgimento das alterações cutâneas.

Problemas de imunidade podem estar relacionados a casos de alergia. Confira neste artigo 8 sinais de que sua imunidade pode estar baixa!

Os principais tipos de alergia de pele

1. Urticária

A urticária é uma lesão de pele que pode ter duas origens: alérgica ou infecciosa.

A primeira é desencadeada por alguma substância que o paciente ingeriu ou teve contato direto. Já a segunda, surge devido à atuação de bactérias ou como consequência de uma infecção. 

Além disso, a urticária pode ser classificada de diferentes formas, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD):

  • Aguda: os sintomas se vão em até 1 mês e meio;
  • Crônica: seus sintomas ultrapassam esse tempo;
  • Induzida: a origem da crise é possível de ser identificada (alimentos, medicações, infecções, entre outros);
  • Espontânea (ou idiopática): ocorre sem causa definida.

Os sinais mais claros da urticária são a coceira intensa, que pode vir acompanhada também de ardência e queimação, podendo durar horas, dias ou até meses. Associado a isso, também é comum a região inchar rapidamente.

2. Angioedema

O angioedema é uma reação alérgica mais grave que, além de afetar a pele, também pode – em casos mais raros – atingir a língua e as vias respiratórias, situação que exige cuidados médicos imediatos, por risco de sufocamento. 

Esse tipo de alergia é definido por um intenso inchaço geralmente em regiões de pele mais fina, como nos lábios e nas pálpebras, deformando temporariamente a área afetada.

Isso ocorre porque a reação alérgica provoca uma dilatação dos vasos sanguíneos dessas regiões, que acabam sendo preenchidas com líquido.

A enfermidade aparece de forma mais frequente em pessoas que já tenham urticária, ou que apresentem outras enfermidades, como doenças autoimunes e problemas de tireoide.

Além disso, o angioedema também pode surgir caso alguém da família do paciente tenha histórico da doença. 

3. Dermatite de contato

Entre os tipos de alergias de pele, a dermatite de contato (ou eczema de contato) é uma das alergias mais comuns em adultos

Trata-se de uma reação inflamatória da pele, que surge após o contato direto com alguma substância à qual a pessoa é alérgica. 

Pode ser classificada em tipos:

  • Irritativa: geralmente causada pelo primeiro contato que a pessoa tem com substâncias ácidas ou alcalinas, como substâncias químicas, solventes, mas também sabonetes ou detergentes.
  • Alérgica: ocorre após repetidos contatos com certas substâncias, podendo levar meses ou anos para ocorrer. Os agentes alergênicos mais comuns são plantas, níquel, medicamentos, cosméticos, entre outros.

Como os agentes causadores são variáveis, assim também são os sintomas, que podem ser ardor, queimação, coceira intensa e bolhas vermelhas nas regiões que tiveram contato com a substância irritante.

4. Dermatite atópica

Também conhecida como eczema atópico, a dermatite atópica é uma lesão de pele que atinge mais as crianças e surge, principalmente, na parte de trás dos joelhos e cotovelos. Já nos bebês, a área mais atingida é o rosto

Entre os tipos de alergias de pele, a dermatite atópica é uma das mais fáceis de se identificar, pois, caracteriza-se pelo surgimento de placas escurecidas e escamosas.

5. Dermatite seborreica

Também conhecida como eczema seborreico, a dermatite seborreica é um dos tipos de alergias de pele mais comuns.

Suas principais características são descamação e vermelhidão nas sobrancelhas, cantos do nariz, couro cabeludo e nas orelhas.

Apesar de sua origem ainda não ser ainda totalmente conhecida, ter causas genéticas ou por fatores externos variados, que vão desde alergias, estresse, mudanças bruscas de temperatura, alguns medicamentos ou excesso de oleosidade na pele.

Apesar do preconceito de algumas pessoas, é importante citar que a dermatite seborreica não é contagiosa.

Quer aprender a reforçar sua imunidade por meio dos alimentos? Então confira as dicas deste artigo do nosso Blog!

Como é feito o diagnóstico das alergias de pele?

Existem diferentes formas de se investigar e diagnosticar possíveis alergias de pele. Inclusive, vale dizer que esses testes podem – e devem, se for o caso – em qualquer idade, desde bebês até idosos, não havendo restrições quanto a isso.

No caso de bebês ou crianças menores, a definição diagnóstica pode ser um pouco mais difícil, pois o próprio sistema imunológico e as defesas gerais do organismo – fontes dos processos alérgicos – ainda não estão completamente desenvolvidos, e as respostas aos testes podem não ser muito claras ou consistentes.

É importante saber que esse tipo de investigação e diagnóstico podem ser feitos tanto por alergistas quanto dermatologistas ou mesmo pediatras, no caso das crianças.

As avaliações podem ser clínicas, buscando detectar o tipo de reação pelos sintomas relatados, ou podem ser feitos exames de sangue, em que se avalia a quantidade de anticorpos para diferentes agentes alergênicos, ou ainda os famosos testes cutâneos, em que se expõe (de forma controlada) a pele ao contato com diferentes substâncias, para verificar se ocorre algum processo alérgico.

Você sabia que vários tipos de alergias têm origem emocional? Neste outro artigo você vai conhecer os diferentes problemas que o estresse pode causar!

O que fazer em um episódio alérgico?

Inicialmente, vale lembrar que é fundamental, já nos primeiros episódios, buscar avaliação especializada e, assim, ter em mãos as medicações adequadas para serem usadas em caso de novos episódios.

Em muitos casos, pode nem ser preciso tomar qualquer medida e, após algum tempo, a reação alérgica ceda, e os sintomas regridam, mas sempre mantendo observação do quadro de cada paciente.

É possível também lançar mão de cremes com ação calmante e pomadas específicas que podem ajudar a acabar com a irritação da pele e a coceira. Também existe a opção de medicações orais, caso os sintomas sejam mais amplos.

Porém, caso a reação perdure por muito tempo, é preciso buscar ajuda médica, nas especialidades citadas acima, para se investigar a causa da alergia e ter a indicação de um tratamento específico.

Se os sintomas forem mais intensos, principalmente com dificuldade respiratória, é fundamental que a pessoa seja levada a serviço de emergência o quanto antes. 

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