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Dislexia: causas, sintomas, diagnóstico e tratamentos

Dislexia: causas, sintomas, diagnóstico e tratamentos

Quem sofre com dislexia costuma desenvolver os sintomas desde as fases iniciais da vida, mas, muitas vezes, só identifica o problema na idade adulta, com ajuda médica específica.

Isso porque a dislexia é muitas vezes ignorada ou confundida com baixa inteligência ou “preguiça” de ler e escrever.

No entanto, trata-se de uma dificuldade de aprendizagem muito comum, de origem neurológica, e que afeta diretamente o desenvolvimento do indivíduo em todas as etapas da sua vida.

Saiba mais a seguir!

O que é e quais os tipos de dislexia?

A dislexia é considerada um distúrbio de aprendizagem, sendo que seu principal sintoma é a dificuldade para ler e/ou escrever.

O disléxico tem uma maior dificuldade para relacionar corretamente letras e sons, assim como formar ou escrever palavras na ordem ideal das sílabas.

Existem três tipos de dislexia:

1. Dislexia visual

Como o próprio nome diz, na dislexia visual, o indivíduo tem dificuldade em visualizar corretamente as palavras e reconhecer o lado correto das letras e números, o chamado espelhamento.

Como não consegue interpretar corretamente boa parte do que lê, ele também acaba lendo e interpretando de forma equivocada.

2. Dislexia auditiva

Na dislexia auditiva, o disléxico não consegue perceber completamente os sons, o que também afeta diretamente a compreensão do que ele ouve.

Como consequência, essa dificuldade acaba dificultando também a reprodução das palavras e dos sons.

3. Dislexia mista

Dislexia mista envolve a dificuldade visual e a dificuldade auditiva, ao mesmo tempo.

Além de não conseguir visualizar as palavras que são apresentadas, o disléxico também não consegue compreender e nem interpretar adequadamente os sons daquela palavra que escuta.

Quais as principais causas conhecidas?

A dislexia é um transtorno neurológico, com forte fator genético, sendo a hereditariedade a causa mais comum de todas.

Entretanto, também pode ser desencadeada por problemas estruturais cerebrais e por comprometimentos do sistema nervoso central durante a formação fetal.

Por alguma alteração no sistema neurológico, a criança desenvolve atrasos na aprendizagem, em menor ou maior grau. 

No entanto, esse distúrbio não significa uma falta de inteligência ou falta de vontade de aprender.

Disléxicos podem desenvolver habilidades em outras áreas do estudo e em sua vida profissional, e até mesmo na leitura ou na escrita, desde que tenham o seu problema diagnosticado e tratado desde cedo.

Outro fator importante sobre a dislexia é que ela atinge de forma predominante o público masculino. Ou seja, é muito mais frequente em meninos do que em meninas.

Algumas doenças podem (e devem) ser diagnosticadas desde os primeiros dias de vida do bebê. Confira neste artigo os exames essenciais para recém-nascidos!

Dislexia Sintomas

Os sinais indicativos da dislexia podem surgir tanto na infância quanto na vida adulta, com especificações e variações conforme a fase.

No geral, todos eles se relacionam a dificuldades de concentração, interpretação e aprendizagem. Confira:

Sintomas de dislexia na infância

  • Problemas de coordenação motora: dificuldade para saltar, correr e manter o equilíbrio em tarefas simples do dia a dia.
  • Dificuldades de fala.
  • Falta de atenção.
  • Dificuldade de concentração.
  • Dificuldade em aprender e acompanhar canções infantis, comuns na escola.

Sintomas de dislexia em fase escolar

  • Dificuldade de aprendizagem, tanto na leitura quanto na escrita.
  • Ao ler, “engole” parte das palavras.
  • Dificuldade em captar as orientações em sala de aula.
  • Problema em seguir sequências.
  • Dificuldade de interpretação.
  • Desinteresse por conteúdos impressos.
  • Necessidade de ler um texto repetidas vezes para entender o que está escrito.

Todos esses sintomas afetam também a autoestima da criança, levando-a a ficar mais calada, sozinha e com problemas de socialização.

Sintomas de dislexia na fase adulta

  • Demora para concluir a leitura de um livro.
  • Dificuldade em seguir orientações escritas.
  • Ao falar, pode não pronunciar todas as sílabas de certas palavras.
  • Não reconhecer ou seguir indicações numéricas.
  • Dificuldade de planejamento e organização.
  • Resistência em fazer cálculos “de cabeça”.
  • Baixo gerenciamento do tempo, assim como para encaixar e realizar as atividades cotidianas.

Se o seu filho apresenta algum sinal apresentado na lista acima pode significar que precisa ser avaliado por um profissional especializado.

Como é feito um diagnóstico e quais os possíveis tratamentos

A observação precoce dos sinais da dislexia é fundamental para um diagnóstico mais eficaz e para reduzir o sofrimento do indivíduo, que pode passar anos sendo julgado (e se julgar) como incapaz ou pouco inteligente.

Especialmente na infância, pais, responsáveis e equipes escolares devem atuar juntos para a observação e identificação dos sintomas, a fim de agilizar o reconhecimento do problema.

O diagnóstico clínico da dislexia é feito a partir do trabalho em conjunto de vários especialistas da área médica e da educação. Assim, geralmente é preciso acompanhamento com pedagogo, fonoaudiólogo, psicólogo e neurologista.

Os exames envolvem testes de audição, visão, fluência verbal e cognição. Em uma primeira abordagem, é feita a exclusão de outras doenças de ordem neurológica, como o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade(TDAH).

Além disso, são descartados demais desequilíbrios e alterações sociais que possam interferir no processo de aprendizagem.

Apesar de não ter cura, a dislexia tem tratamento e envolve o acompanhamento com um fonoaudiólogo para tratar questões da fala e também com psicólogo para que a criança ou o adulto possa aprender a lidar com as emoções, normalmente abaladas com as dificuldades apresentadas.


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