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O aumento da expectativa de vida, a queda nas taxas de natalidade e o envelhecimento da população no Brasil, colocam na ordem do dia a questão da previdência. Os desafios são grandes quando pensamos em como sustentar uma velhice sem o fantasma da perda da qualidade de vida e da dificuldade financeira grave. Com a redução do mercado de trabalho formal, estima-se que hoje somente 40% da população economicamente ativa (PEA) esteja na categoria de contribuinte. Com o aumento da expectativa de vida, a curva deve se inverter em breve, com mais inativos que contribuintes.
Na questão das aposentadorias, os fundos de pensão ganham força, frente a uma boa parcela de trabalhadores atentos à realidade dos regimes gerais estatais de previdência que não têm conseguido sustentar o número crescente de benefícios. Os fundos contribuem também para ampliar o crescimento da economia, ajudando a criar alternativas para complemento de renda, empregos e prosperidade.
Com a queda dos juros, os fundos têm se preparado para diversificar seus investimentos no mercado financeiro. O momento é de qualificação do segmento. Eles devem buscar as melhores práticas, combinadas com transparência e controle, tanto para manter, como aumentar a rentabilidade de seus investimentos, proporcionando melhores benefícios para a população crescente de idosos. A garantia de uma aposentadoria condizente com determinado padrão de vida, revela o peso do papel social dos fundos de pensão.
Falar em fundo de pensão não significa visualizar apenas a imagem de uma prestadora de serviços em seguridade, mas um importante agente auxiliar para o desenvolvimento do país no que se refere responsabilidade social.
*Regina Parizi é Diretora Executiva da GEAP-Fundação de Seguridade Social – administra o pecúlio de 72.339 beneficiários e opera plano de saúde para mais de 700 mil servidores federais.
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