O Mal de Alzheimer (DA) é uma doença de desordem neurodegenerativa, de grande impacto sócio-econômico, e responsável por cerca
de 50-60% do número de casos de demência entre as pessoas acima de 65 anos. Sua manifestação pode ocorrer a partir dos 40 anos de
idade e intensifica-se com o passar dos anos. Cientistas estimam que a cada 5 anos a prevalência da doença tende a duplicar e que,
em meados de 2024, cerca de 34 milhões de pessoas serão portadoras de DA no mundo, onde destas 2/3 se concentrarão nos países
desenvolvidos.
Os fatores de risco relacionados ao desenvolvimento da DA são a combinação de fatores genéticos e ambientais, sendo a idade o
fator que mais pesa no aparecimento dos sintomas, por isso ser considerada por alguns cientistas uma doença idade-dependente.
Porém o sexo, a escolaridade e exposição à substâncias tóxicas também estão nesta combinação. O fator genético aponta que
aproximadamente 40% dos portadores de DA possuem outros casos na família.
O diagnóstico precoce da doença é muito importante no retardamento do aparecimento de complicações e na instituição imediata
da terapêutica farmacológica disponível, uma vez que a fase inicial é a mais crítica, pois o aparecimento dos primeiros
sintomas não são bem interpretados pelos familiares que os julgam como "conseqüência do processo de envelhecimento", protelando
uma investigação diagnóstica.
Os sintomas mais comuns são: perda gradual da memória, declínio no desempenho para tarefas cotidianas, diminuição do senso
crítico, desorientação têmporo-espacial, mudança na personalidade, dificuldade no aprendizado e dificuldades na área da comunicação.
O diagnóstico é realizado a partir uma minuciosa investigação, com entrevista detalhada, exame físico, avaliação cognitiva
breve, entre outros e, neste momento, a participação da família é de suma importância uma vez que o conhecimento de alterações
comportamentais, de memória, comunicação, autonomia, orientação e hábitos descartam ou confirmam a necessidade de maior
investigação diagnóstica.
A participação da família faz parte do tratamento, uma vez que os portadores de DA em um primeiro momento não são bem
interpretados, sendo excluídos, renegados e até mesmo mal tratados. A inclusão dos mesmos em atividades que garantam a
sua permanência no meio familiar em todos os sentidos é uma comprovação de sucesso no tratamento como um todo. Este é
baseado em uma estratégia terapêutica em três pilares: melhorar a cognição, retardar a evolução e tratar os sintomas e
as alterações de comportamento.
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